Tema obrigatório em 2010
A Lei 13.995 sancionada pelo governador Eduardo Campos - PE no dia 23 de Dezembro, é um instrumento legal para evitar que o bullying seja esquecido. A partir de 2010, o tema deve ser discutido entre professores, alunos e pais.
A lei inclui o bullying como elemento obrigatório no conteúdo pedagógico das escolas públicas e privadas de Pernambuco. ( Diário de Pernambuco, 28/12/2009, Vida Urbana, pág. A10).
O que se entende por bullying ?
Bullying é uma forma de agressão que ocorre nas escolas, ambientes de trabalho, caracterizada pelas ações de dominação de um indivíduo (bully) sobre outro (vítima), através de repetido comportamento agressivo.
As brincadeiras de mau gosto, disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying, mas é usado quando crianças e adolescentes recebem apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações, ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por parte dos colegas
A maioria das situações de intimidação ocorre em contexto escolar (recreios, casas de banho, refeitórios e salas de aula) ou no percurso entre a casa e a escola. Habitualmente acontece quando não existem adultos por perto. Assim, é fundamental que os pais, familiares e a escola estejam sensibilizados e aprofundem o seu conhecimento acerca deste tema.
Tipos de Bullying
Verbal: chamar nomes, ser sarcástico, lançar calúnias ou gozar com alguma característica particular do outro (“gordo”; “caixa de óculos”; “trinca-espinhas”).
Físico: puxar, pontapé, bater, beliscar ou outro tipo de violência física.
Emocional: excluir, atormentar, ameaçar, manipular, amedrontar, chantagear, ridicularizar, ignorar.
Racista: toda a ofensa que resulte da cor da pele, de diferenças culturais, étnicas ou religiosas.
Cyberbullying: utilizar tecnologias de informação e comunicação (Internet ou telemóvel) para hostilizar, deliberada e repetidamente, uma pessoa, com o intuito de a magoar.
Alguns sinais de bullying
Os pais devem ficar atentos ao comportamento dos filhos. Veja os indícios.
Demonstrar falta de vontade de ir à escola.
Sentir-se mal perto da hora de sair de casa.
Pedir para trocar de escola.
Revelar medo de ir ou voltar da escola.
Pedir sempre para ser levado à escola.
Mudar frequentemente o trajeto entre a casa e a escola.
Apresentar baixo rendimento escolar.
Voltar da escola, repetidamente, com roupas ou livros rasgados.
Chegar muitas vezes em casa com machucados inexplicáveis.
Tornar-se uma pessoa fechada, arredia.
Parecer angustiado, ansioso, deprimido.
Apresentar manifestações de baixa autoestima.
Ter pesadelos frequentes, chegando a gritar “socorro” ou “me deixa” durante o sono.
Perder, repetidas vezes, seus pertences, seu dinheiro.
Pedir sempre mais dinheiro ou começar a tirar dinheiro da família.
Evitar falar sobre o que está acontecendo, ou dar desculpas pouco convincentes para tudo.
Tentar ou cometer suicídio.
Fonte: Observatório da Infância
O que é que a escola pode fazer?
A escola tem um papel fundamental, tanto ao nível da prevenção como da intervenção.
É importante ter presente que:
Todos somos responsáveis por promover um ambiente seguro para todas a crianças, para que estas possam desenvolver-se numa atmosfera descontraída e segura.
O bullying e outros tipos de comportamentos violentos são inaceitáveis.
Todos os profissionais, governantes, crianças e pais devem ter uma compreensão do bullying.
Devem ser postos em prática e disseminados procedimentos para relatar acontecimentos intimidatório.
Todas as crianças devem ser informadas acerca da importância de contar a um adulto que estão a ser intimidadas e saber que se deve lidar com estes incidentes de uma forma imediata e eficaz.
Se uma criança lhe quiser contar uma situação de bullying deverá:
Procurar um espaço tranquilo e pedir-lhe que ela lhe conte exatamente o que aconteceu.
Acreditar em tudo o que a criança lhe contar e valorizar o fato dele o ter conseguido fazer.
Dizer á criança intimidada que a culpa da intimidação não é dela e garantir que irá apoiá-la na resolução do problema.
Procedimentos de Intervenção
Numa situação de bullying deverá:
Falar com as crianças envolvidas num espaço tranquilo e seguro.
Relatar os incidentes à equipe.
Nos casos de abusos mais sérios, os incidentes devem ser registrados pela equipe.
Os pais das crianças envolvidas devem ser informados e deve ser pedido para comparecerem numa reunião para discutir o problema.
Se for necessário e apropriado, a polícia deve ser consultada.
O comportamento intimidador e os traços ameaçadores devem parar imediatamente.
Deve ser feita uma tentativa para apoiar o/a intimidador/a na alteração o seu comportamento.
O/a intimidador/a deve pedir desculpa e ser responsabilizado/a pelo seu comportamento.
Em situações mais graves deve ser considerada a suspensão ou mesmo a expulsão.